MEB é Música Eletrônica Brasileira

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Eric Marke é historiador e pesquisador. Lançou em setembro de 2017 a primeira enciclopédia nacional que conta sobre a História da Música Eletrônica Brasileira, pela Editora Literarua.

(Eric Marke, em entrevista a Cláudio Manoel Duarte)

Eric Marke iniciou sua carreira artística como DJ em 1984 em São Paulo, SP. No ano de 1986 passou pelo Madame Satã e Ácido Plástico. Como músico eletrônico começou em 1987 com o projeto Soledad Bravo de música senoidal. Graduado em Jornalismo pela Universidade Bandeirante e Mestrado em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi, já lecionou por vários lugares, como no IAV – Instituto de Áudio e Vídeo, SAE Institute (em Frankfurt, Alemanha), Universidade Anhembi Morumbi e atualmente no Centro Universitário Belas Artes. Foi curador do FILE, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, entre 2003 e 2013. Desde 2000 é fundador/diretor do Centro MEB.

 

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O seu livro busca registrar as experiências de música eletrônica desde a década de 1930,  destacando os anos 80 e 90 até os dias de hoje. Como se deu o processo de coleta de informação, tendo em vista a amplitude da pesquisa durante essas décadas todas nas diferentes experiencias em diversas partes do País?
Eric Marke – A coleta de informações surgiu muito antes de começar a escreve-lo. Alguns dos meus amigos produtores lembraram no primeiro lançamento do meu livro que já vinha conversando com vários artistas e bandas entre 1996-1997 sobre escrever um livro da História da Música Eletrônica Brasileira. Mas a data inicial e oficial foi em 2000, e depois de 17 anos ele nasceu.
O primeiro passo foi reunir os nomes de bandas / projetos e artistas ligado a nossa música eletrônica brasileira para desenhar a linha editorial que iria seguir. Depois comecei a buscar biografias, discografias e fotos, no intuito de colher o máximo de informação possível. Neste processo fui recebendo muito material via Correio ou entregue em mãos (eventos, festas, shows e festivais que frequentava). O livro começa com uma linha cronológica mundial (1759) para dar embasamento na nossa história a partir de 1931. Dos oito capítulos, o último encontra as biografias (quase 1.500 e cerca de 7 mil nomes). O destaque vai para as 256 fotos raras e exclusivas para o livro MEB.
O que te chama atenção na chamada cena da música eletrônica do Brasil? Como você a qualifica em seus vários aspectos (dj, clubes, música eletrônica experimental, produção sonora, criação de tecnologias, mercados)?
Eric Marke – Eu gosto e tenho preferência em acompanhar várias apresentações de live electronics. O que me chama a atenção é forma que vejo cada show, tanto no quesito música, como nos instrumentos musicais eletrônicos usados. Me sinto como uma criança numa loja de doces. Neste aspecto entra toda forma de música eletrônica, tecnologias (até protótipos) e mercado em diferentes áreas (clubes, museus, estúdios, festivais, rádios, programas de TV, web e intervenções urbanas).
Há novas metas para sua pesquisa? O que você pretende realizar daqui por diante?
Eric Marke – Com certeza! Uma delas é continuar pesquisando (talvez daí saia a 2a. parte do meu livro MEB). Daqui por diante pretendo continuar lançando-o em vários eventos com palestras e workshops de live electronics, montar uma exposição itinerante por muitas cidades, registrar / filmar a Cena MEB (para um documentário) e uma meta mais ambiciosa, de lançar o primeiro museu da música eletrônica brasileira.

Para comprar o livro, acessar: http://literarua.commercesuite.com.br/livro/meb

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